Aqui, com um tanto de fome, o último cigarro olha pra mim como quem sacia sem esperar a morte.
É o último e eu já estou inserida nesse desejo. Antecipadamente penso no que me falta e ainda existe. Antecipada, a mente traga o que se apresenta em memória de outrora e conduz.
É o último. Com um tanto de fome olho pra mim em resgate daquilo que deixei-me esquecer. Ou matei como brasa que incendeia e só como brasa alcança seu ápice... chama brilha, quando o vento atiça, leva rápido ao fim.
E quando só a luz dele é existente, quando só a luz dele canta em desenhos no ar, da ponta dos dedos numa trajetória que vai aos lábios e sacia a fome, esse reflexo em reflexão dança. E como ímpeto corriqueiro, se mata simultânea à última tragada. Que não é a única a ser derradeira, pois memórias sorrateiras também se apresentam em conclusão.
Últimos cigarros, memórias sorrateiras e conclusões sempre virão como quem sacia e espera a morte.
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domingo, 28 de novembro de 2010
domingo, 21 de novembro de 2010
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Hoje me destes uma poesia como quem trafega em estrada curva desconhecida. Como quem trafega no desconhecido que na composição faz-se doce. Hoje me destes uma poesia. Dessas que esquentam a alma. Que preenchem a solidão. Que deixam a visão turva de beleza...
Te espero nos meus longos, curtos, curvos e muitos caminhos. E te conduzo.
Te espero nos meus longos, curtos, curvos e muitos caminhos. E te conduzo.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Teremos sempre paredes brancas para colocar novos cartões postais.
Estaremos
preparados
para
essas
paredes?
Prefiro saber de onde virão novos cartões postais.
O relógio de compromissos guardados, ressoam exalando tempos vindouros de uma Paulicéia desvairada ou de uma Pasárgada desconhececida, com suas estradas de tijolos amarelos de Dorote... ou nos jardins floridos de Alice a passear com a lucidez de Shihiro e com desejo avoador do João do pé de feijão. Porque em dias de chuva e sol, dias de casamentos de raposa e de major, a beleza é dada no espelho que desconstroi o que sempre vem a ser denominado pelo deus do ego.
Nós, sementes. Vida de peixe a nadar em laje de sol, de alimento de pássaro que, com pés firmes permitem-se voar numa cidade ainda desconhecida pelos sonhos. Que com pés firmes e asas abertas permitem-se semente também ser, sabendo que em paredes brancas também existem cartões postais brancos de uma coisa ainda por fazer.
Alana, Alex.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
DiLírio
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
... até a nuance.
Quando transcrevo e conto
ou quando simplesmente conto
como se não existisse sítio adequando
ou que todos fossem pra essa lembrança,
transcrevo
Numa missão apenas expressiva
do que as horam plantam
no concreto enraizado e fluído
que vem de dentro
em constante movimento
- No fluído dessa escrita
minha sensação -
de toque de alma que acerta
e a respiração que aos tímpanos chegam suaves
de mãos sorrateiras
em sono tranquilo
acariciando-se...
... a acariciar.
(a aurora anuncia-se)
...
e como a noite, o dia chega
... de cores diversas.
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