Não negue pros olhos
o que a mente demanda sedenta
Não precipite a sentença
É preciso lidar com as palavras
agourentas
que retiras de ti.
.
terça-feira, 5 de julho de 2011
quinta-feira, 23 de junho de 2011
cada esquina tem seu canto
Cada esquina
se projeta ilesa
pelas horas silenciosas
dessa tarde que divaga
A fuga rotineira
dos corridos dias
contempla a cidade
vazia
.
.
se projeta ilesa
pelas horas silenciosas
dessa tarde que divaga
A fuga rotineira
dos corridos dias
contempla a cidade
vazia
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segunda-feira, 6 de junho de 2011
Leve é a pena que transcreve no leito dos sonhos por vir
o motim do real contraposto assombra
a sombra do presente
mas do que vale a palavra se não surte efeito?
do que valem os sonhos sem a realidade eminente?
fazer da sombra leveza que contrapõe
regar os enseios como quem se dedica ao crescimento
urgir com o vigor as metas alcançadas
paLAVRA
faz do teu combate, luta que desarma
motim que emerge
da verdade que desloca
exala e modifica
pois leve é a pena.
o motim do real contraposto assombra
a sombra do presente
mas do que vale a palavra se não surte efeito?
do que valem os sonhos sem a realidade eminente?
fazer da sombra leveza que contrapõe
regar os enseios como quem se dedica ao crescimento
urgir com o vigor as metas alcançadas
paLAVRA
faz do teu combate, luta que desarma
motim que emerge
da verdade que desloca
exala e modifica
pois leve é a pena.
terça-feira, 26 de abril de 2011
sábado, 26 de março de 2011
quarta-feira, 16 de março de 2011
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Minhas palavras ao chegarem
por vezes soam ríspidas
como pedra de amolar faca
solto-as com a firmeza que julgo aguentar
penduro-as no ar
como quem projeta a imagem
que desfocada se faz
e somente julgo compreender
porque na desmazela
da furiosa ventania
prefiro me alimentar da verdade
dura e autêntica que amola facas
prefiro-as de frente
como que reluzindo sua existência
a ser o alvo do golpe
que no escuro inexplicável
se projeta
no escuro que pelas costas atinge
prefiro o golpe da verdade dura
à frustração de crer
numa verdade vã
por vezes soam ríspidas
como pedra de amolar faca
solto-as com a firmeza que julgo aguentar
penduro-as no ar
como quem projeta a imagem
que desfocada se faz
e somente julgo compreender
porque na desmazela
da furiosa ventania
prefiro me alimentar da verdade
dura e autêntica que amola facas
prefiro-as de frente
como que reluzindo sua existência
a ser o alvo do golpe
que no escuro inexplicável
se projeta
no escuro que pelas costas atinge
prefiro o golpe da verdade dura
à frustração de crer
numa verdade vã
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Até o vento tem memória de passado
Trafegava dessa vez em curvas tempestuosas e planicies galgadas, como por vezes fazia. E como quem desbrava em ritmo comum, ia... Em sinal verde dirigia com a segurança de um bom olheiro, daqueles que no além depositam seu foco, pois em seus caminhos os trajetos se faziam intimamente ligados, como um conhecimento apenas premeditado.
Sabia internamente seu poder em saber valer a idéia, por isso também, fazia de atalhos seu grande lance de sorte (atalhos reduzem um tanto os muitos caminhos que concluem). Pelo atalho, numa repentina forma, tudo se desvenda com a astúcia que finda. A última palavra chegava encerrando um dos tantos trajetos.
Gostava do vento que batia em sua face e sabia que isso aguçava também um tanto de aventura. E por vezes pisava, acelerando com curisidade o que se fazia de aventura e de vento. Correndo com a sagacidade de quem quer e vive e com o querer de quem na intensidade chega.
Mas até os lances de sorte que acompanham-se de atalhos e sinais verdes se gastam. E num desses bordejos, daqueles que janelas bem abertas olham tudo o que passa, e o vento a recebe apenas como a intensidade naquilo que bate e passa causando boa sensação, ela enfim se rendeu e passou a faixa do que é fixo.
O amarelo se desfez inconstante de atenção e o vermelho se apresentou, tingido, profundo e permanente, enquanto ela ultrapassava aquela marca dos caminhos. Caminho tem sua hora de chegada, tem sua hora de partida.
Até o vento tem memòria de passado...
Recebeu a multa de quem apressadamente se faz além e não teve a última palavra, apesar de o ter achado primeiramente. Pra ela ninguém errava por querer - Esse é o argumento, seu guarda.
E foi ele, um sábio ou apenas um guarda de trânsito que disse-lhe que ninguém errava por querer mas era preciso ter cautela, porque sinais amarelos mostram-se dianteiros à verdade que vem e - É preciso ter cautela dona moça.
Ela ao fazer não percebeu a grandeza que ultrapassou, não por hora. Mas quando perpetuou aquele momento enfim descoberto, cocluiu que sinais existem mais do que para evitar falso atalho, eles tornam os lugares de alguma forma subjetiva existentes e verdadeiramente fluídos como tudo que se faz em vida. E desta vez sendo um falso atalho, precisou o maior caminho para que percebesse.
Ela queria correr com o vento e o sinal se punha vermelho, rubro, sangrando.
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