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terça-feira, 14 de agosto de 2012
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
sábado, 4 de agosto de 2012
destino em desatino
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Mergulho no mistério do destino
e percebo:
a validade do futuro
é a brecha que ilumina o intento
no instante
é a vida manifestada
e sublinhada na constante imersão
do mergulho inevitável
no reverso
e no verso
o destino é a brecha que ilumina
o instante do crescer de uma árvore
de uma flecha que corre motivada
com velocidade estonteante
o que só existe quando se acorda
para um sonho que se formula
com a memória a se esvair
durante o dia
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Mergulho no mistério do destino
e percebo:
a validade do futuro
é a brecha que ilumina o intento
no instante
é a vida manifestada
e sublinhada na constante imersão
do mergulho inevitável
no reverso
e no verso
o destino é a brecha que ilumina
o instante do crescer de uma árvore
de uma flecha que corre motivada
com velocidade estonteante
o que só existe quando se acorda
para um sonho que se formula
com a memória a se esvair
durante o dia
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num instante alvorada
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um candeeiro
esquenta o dia recém nascido
esquenta o dia recém nascido
antes que a terra comece a ser clareada
por feixes brandos de temperança
levanto da cama
o ventre na terra
com poros sabulosos
germina a planta dos pés
com poros sabulosos
germina a planta dos pés
e as bandas do pensamento
um passarinho
numa árvore majestosa
ressoa seu canto
e então os vários outros
na orquestra crescente de
na orquestra crescente de
árias sob feixes suaves
se alinham
sinto o consílio
se alinham
sinto o consílio
que clareia a manhã do novo dia
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segunda-feira, 30 de julho de 2012
o desejo do passo
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que os caminhos sejam vindouros antes,
no trajeto..
com o entoar da sola do sapato na terra
e no impulso prenhe de sentido
que é - o caminhar
que estejamos conscientes das celas
das mazelas,
das quimeras e doces primaveras a revestir
futuros inesquecíceis
nessas solas ressonantes
dos que
solam a passada
que esse anverso do processo que
si guia
som que baila com a sola
sob tudo que há....
na terra fértil
e majestosa,
veja o horizonte circular
... que o fixo em equilibrio se agarre
mais forte
e o solto saiba ser leve
amigo do vento que lhe beija
e assim,
que a boa aventurança das eternidades
existentes nos instantes
inove o passo passado
e o presente
passo
a passar.
seja
. é
sempre
. será
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quinta-feira, 26 de julho de 2012
a eternidade é o instante terno
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um instante de ternura dura
se com o curso da vida
o momento vivido
se faz de semeadura
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quinta-feira, 19 de julho de 2012
o sim do novo dia
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Quando o riso se apresenta
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Quando o riso se apresenta
não tenho como negar
o não é uma porta fechada
deixo o sol vir a entrar
O quadrado de sol que entra
na minha sala, o sim que raia
o olhar do novo dia
nessa tal divina estrada
no resbolar do novo tempo
no sorriso da bonita
no que sinto, no que quero
tudo agora é poesia
E dos confins do tempo antigo
uma jaula já aberta
porque quando não se nega
a alma se liberta
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quarta-feira, 18 de julho de 2012
en cantamento
Me encanta as formas
os doces desejos,
primeiros, matreiros,
prazeres tão grandes
Me encanta seu cheiro
o gosto do beijo
junto ao meu corpo
seu corpo, vibrando
Os olhos pequenos
que veem tão grande
magia sentida
com poder de instante
Ser livre primeiro
um salto no ar
de tudo que vier
o amor a guiar
Me fascina a alma
dos bem aventurados
que gostam do vento
no rosto apressado
Se canto o encanto
é porque sinto imenso
o gosto do instante
o tempo propenso
Não cobro, nem peço
o que não me chega
só quero esse manto
na tua cabeça
enquanto me beijas
enquanto me afagas
me chega, bonita
e canta a estrada
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terça-feira, 17 de julho de 2012
A lua que mingua
como as mortes,
se entendida como curso de algo maior,
como a transmutação
que dá lugar para a outra fase,
para a nova vida,
dilata em nós o medo
e nos conduz aos mistérios...
A desconstrução é também poder de regeneração
é o desfazer-se dos fins,
da hora que cerra a matriz do tempo exato
é vida que se constrói no tempo dilatado
e não teme a morte,
mas dança com ela no esplendor
do novo encontro por vir
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