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domingo, 9 de outubro de 2011

Uma forma de arfar

Me encontro passeando em palavras tuas.Caminhos do pensamento abotoados em lembranças. Pensamentos que alinhavam os caminhos. O meu tempo no seu.
Nas bordas das folhas pequenos fragmentos anunciam sua vinda, enquanto eu caminho a fim de encontrar qualquer sonho deste lugar que de algo me preenche. A lua me olha em sua face quase completa: um despertar de abundante luz macia e mistério que salienta.
Cartas, bordões, janelas, papéis que se vão, imagens que ficam, uma menina, duas rodas de bicicleta, criações e descobertas.
Motins, frestas, calos e cicatrizes.
Horas selecionadas, lapidadas ao puro gosto das palavras.




Por vezes a chama do cigarro me tira o pensamento. Foco em como os fios rodopiantes seguem alto e evaporam num caminho qualquer. Assim que a chama se apaga, rodopio no meu próximo pensamento, que de um ângulo diferente ainda és tu.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

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se cada passo segue sua rota
e a rota agora se faz
na permissão de sublimar
- o que me custa
num impulso leve
saltar?
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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A ROTA DO PONTO

a roda da hora não espera nem demora
de ponto em ponto só repete
- cada ponto no seu lugar

um que corre, ligeiro segundo
o outro a divagar...

e só quando os passos
se põem à deriva
- não o ponto do ponteiro
mas a unidade desmedida
é que o tempo
vira dimensão

ao sabor da rota
que se alinhava
de um ponto que se pensa

terça-feira, 6 de setembro de 2011

do movimento
grávido de tempo
a forma de vida
dá vida à forma


sexta-feira, 19 de agosto de 2011

multidão de um

acompanhe-te e descubra uma multidão
mais vale uma idéia advinda de ti
do que de um turbilhão
de faces inaudíveis
de frestas isoladas
do manto que cobre
a multidão de outros
que não tu...


acompanhe-te e descubra uma multidão
muitas vezes enfurecida
outras vezes canção
mas sempre tua
face de espelhos
sombras, anseios
um terreno isolado
a ser plantado
grãos


acompanhe-te e descubra uma multidão

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

dedos discorrem e do que se moldura
deuses e demônios presentes
como em qualquer lavratura...


quando o tempo marujo chega e a hora é demasiada
cometo o pecado original do sem erro
me vicio, me formulo
como uma página virada


na borda da folha, percebo
nada é tão real que possa perdurar
nesse dia sem sol
a queda é um passo


entre a guerra e a dança, que saiamos ilesos
da falta de virtude sem fala
do pecado nomeado, do nó
não da embarcação


um sopro de vento
vai longe
e não se sabe mais...

terça-feira, 5 de julho de 2011

Não negue pros olhos
o que a mente demanda sedenta
Não precipite a sentença




É preciso lidar com as palavras
agourentas
que retiras de ti.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

cada esquina tem seu canto

Cada esquina
se projeta ilesa
pelas horas silenciosas
dessa tarde que divaga






A fuga rotineira
dos corridos dias
contempla a cidade
vazia
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segunda-feira, 6 de junho de 2011

Leve é a pena que transcreve no leito dos sonhos por vir
o motim do real contraposto assombra
a sombra do presente
mas do que vale a palavra se não surte efeito?
do que valem os sonhos sem a realidade eminente?
fazer da sombra leveza que contrapõe
regar os enseios como quem se dedica ao crescimento
urgir com o vigor as metas alcançadas


paLAVRA
faz do teu combate, luta que desarma
motim que emerge
da verdade que desloca
exala e modifica


pois leve é a pena.
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sorriso
em lua arado
o prelúdio
da lua cheia
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